sábado, 31 de janeiro de 2026

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Achegas para um retrato



"Detesto telefones. Não sei escrever à máquina. Tal como o alfaiate do meu novo romance, exerço o meu ofício à mão. Vivo numa falésia da Cornualha e detesto cidades. Três dias e três noites são praticamente o meu máximo. Não me dou com muita gente. Escrevo, passeio, nado e bebo."

John le Carré (1931-2020), in Um Espião em Privado (pg. 19).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Uma fotografia, de vez em quando... 206

 

A propósito da inteligência de alguns animais é referido o bom exemplo do polvo que, diz quem sabe, tem um cérebro central, mas também tentáculos com capacidade resolutiva.
E que dizer da fotografia desta vaca (Veronika) habilidosa que encontrou meios de se coçar, como deve ser?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Citações DXXVII

 

Três coisas são necessárias para fazer um bom livro: o talento, a arte e o trabalho, isto é, a natureza, a indústria e o hábito.

Joseph Joubert (1754-1824), in Pensées.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Memória : António Chaínho (1938-2025)


Era uma vez...

Últimas aquisições (64)



É um calhamaço respeitável, com 776 páginas, das quais 685 pertencem ao texto base de leitura. Correspondência de um escritor que prezo e de que raramente prescindo. A obra saiu em Novembro de 2025.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

domingo, 25 de janeiro de 2026

Foi assim a Norte

 


Não era muito frequente, a neve. Lembro-me dela, na zona, quando tinha 5, 14 e aos 20 anos de idade.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Perguntar, não ofende (10)

 

E a Itália? A Irlanda, a Grã-Bretanha e Cuba? E a Austrália e o Japão?
Chega?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Linhagens 16

 

A afirmação surge no editorial do TLS (nº 6378), que passo a citar, traduzindo:

"Se é suposto que todos os escritores russos vieram de O Capote de Gogol, então toda a literatura norte-americana, segundo Ernest Hemingway, vem do livro de Mark Twain intitulado Huckleberry Finn." (pg. 2).


Humor Negro (29)

 


Com chamada evocativa a João Abel Manta, um oportuno lembrete de Luís Afonso, no jornal Público de hoje.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Filatelia CLII


 
Terá sido em Agosto de 1973, ou no ano seguinte, que visitei, pela primeira vez, o Museu Postal Nacional inglês, em Londres, criado cerca de sete anos antes, graças ao contributo mecenático do filantropo, homem de negócios e filatelista Reginald Moses Phillips (1888-1977).



O nosso equivalente museu dos CTT, na altura, da parte da exposição e estantes, tinha um caricato aspecto artesanal. Que veio, felizmente, a melhorar depois. O acervo filatélico era porém rico e não desmerecia o confronto com o seu congénere britânico.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

De um livro rejeitado de E. de. A.

 

Em geminação com a Livraria Lumière, que se lembrou do aniversário de Eugénio de Andrade (1923-2005), hoje, aqui deixo um pequeno e singelo poema do terceiro livro (Pureza, 1945) do Poeta, menos conhecido, pois não mais foi reeditado.

Madrigal

Coisinha frágil...:
Teu corpo perdeu-se
no meu coração.

Queres encontrá-lo?
- Tenho-o fechado
na minha mão.

Paisagens

 


Aqui ficam os Paços dos Duques de Bragança, de soslaio e ao cimo, a sobrante cerca da muralha do velho castelo e os automóveis em toda a sua plenitude...

sábado, 17 de janeiro de 2026

Amanheceu assim...



 ... de laranja raiado.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Evoluções

 

Hoje, sentado numa sapataria Merreli dum centro comercial gigantesco, à espera de HMJ, frente a um escaparate de ténis modernaços, a maior parte foleiros, acabei por me lembrar do sr. Pecista, industrial de calçado, que manquejava da perna direita e me fazia sapatos por medida, em meados dos anos 50, em Guimarães. Era um homem muito afável e um profissional competente que, nesse tempo, cobrava Esc. 19$00 por cada  par de sapatos.
O meu primeiro choque, quanto a preços de calçado, deu-se em Bona, no ano de 1963, quando vi numa montra de sapataria um par de sapatos de fabrico italiano ao preço de 82 marcos alemães (cerca de 574 escudos, na altura). Os preços foram subindo e, numa sapataria do largo do Carmo, lembro-me de ter dado cerca de 40 euros, há uns 12 anos, por sapatos muito bons que, hoje, ainda uso. Pois este último par da Merrell ( empresa infelizmente marcana) levou-me 71 euros, da carteira.
Bons tempos do sr. Pecista, vimaranense!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Estado da natura 8

 

Arquitectura dos anos 30/40, o prédio já merecia uma pintura, pelo menos, exterior. Mas agora é com a Segurança Social, que o comprou, em devida altura, evitando-lhe a ruína.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Citações DXXVII

 


Depois de uma noite em branco, o cigarro tem um sabor fúnebre.

E. M. Cioran (1911-1995), in Cahiers 1957-1972.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Da leitura 64



Auspiciosamente, o jornal Público de hoje, e por artigo bem informado de Luís Miguel Queirós (1962), levou a cabo a celebração de Agatha Christie (1890-1976), no dia preciso em que passam 50 anos sobre a morte (12/1/1976) da célebre escritora inglesa de livros policiais. A colecção Vampiro publicou 66 obras da autora, tendo sido suplantada em número apenas por dois outros autores: Erle Stanley Gardner (95) e Georges Simenon (73). LMQ destaca vinte dos mais importantes livros traduzidos para português, através de concisas sinopses dessas obras, em 3 páginas do jornal.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Dos conselhos de Lucas Rigaud

 

Sobre a carne de vaca, refere o cozinheiro Lucas Rigaud:

"Sendo a Vacca tão commua, como necessaria para alimentar os homens, foi preciso imaginar diversos modos de a preparar. Os melhores Bois são os que nos vem da Provincia da Beira, e para se comerem, devem ser novos, e gordos, e em tempo de Inverno devem ficar mortos tres, ou quatro dias; no Outono, e  Primavera, dois, ou tres dias; e no Verão vinte e quatro horas sómente; para effeito de se fazer mais tenra a carne. Quando fallar das principaes partes do Boi, explicarei os varios modos de se prepararem, e o uso, que delle se faz."

Uma louvável iniciativa 68



Saído ontem, este terceiro livro de cozinha, e de culto, numa iniciativa do jornal Público, reproduz a obra, facsimilada, do cozinheiro régio de D. José, Lucas Rigaud, editada pela primeira vez em 1780, e que teve várias reedições. Com 715 receitas, que abrangiam 64 receitas de sopas, embora seja escasso na abordagem de pratos de porco, animal que, na altura, ainda despertava pouca aceitação gastronómica.
A quem possa interessar...

sábado, 10 de janeiro de 2026

Jean-Philippe Rameau (1683.1764)

Leituras paralelas 4

 


Na sua crónica da semana anterior (3/1/2026), do jornal Público, Pedro Garcias escrevia: "Os citrinos, dizia eu, servem um bom propósito. Depois dos diospiros (eu sei que se escreve dióspiros, mas não consigo escrever dióspiros se lhes continuo a chamar diospiros), são o derradeiro prazer frutícola do ano e fonte vitamínica de amizade."
Ora, acontece precisamente o mesmo comigo. Aprendi a chamar-lhes diospiros e creio que ainda hoje, pelo menos no Minho, se lhes chamam assim. Continuo e hei-de continuar a identificá-los pela palavra grave e não pela esdrúxula.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Em tirocínio para máxima


 Nem toda a gente fala o nosso dialecto, mas rapidamente pela expressão se reconhece.

Marcadores 36

 

Para celebrar os 125 anos (1901) da fundação da Sociedade Gutenberg (Mogúncia), a conceituada instituição alemã, juntamente com um pequeno encarte de fino gosto, editou recentemente dois sóbrios marcadores de livros, que enviou aos seus associados.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Debates

 


Ontem, resolvi dar uma hipótese a cada um dos onze magníficos e putativos candidatos a PR. Quando os vi, na RTP 1, apercebi-me que um deles devia ser discípulo ou seguidor do Manguel, pois usava chapéu em recinto coberto - como não manda a boa educação. Afinal a criatura Vieira é apenas do mesmo signo astrológico do pastor actual do falecido Borges... O que talvez explique a anomalia exótica.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Da Janela do Aposento 76: Mínimos de um trabalho honesto

 


[Lisboa, Germão Galharde, post. a 15.2.1551], BPE, Séc, XVI, 6126

Os que trabalham na área das Humanidades sabem bem que o desejo de apresentar um estudo honesto não impede que haja falhas, omissões involuntárias e erros de avaliação.

É, no fundo, a essência da incompletude de qualquer acção humana, como é a necessidade de a assumir e, sobretudo, avisar o promissor leitor para as eventuais falhas.

Ora, o que não consigo compreender, e muito menos tolerar, é o facto de haver publicações recentes, em determinadas áreas de saber das Ciências Humanas, que de forma deliberada ou de pura ignorância ignoram a bibliografia recente de suporte ao trabalho apresentado.

Convenhamos que, com esta atitude pouco metodológica o objectivo final da investigação acaba por se anular, por princípio. Se um novo trabalho acrescenta pouco ou nada àquilo que a Ciência já integrava, o esforço pouco adianta.

Pergunta-se, por vezes, a que se deve a falta de actualização da Bibliografia de suporte, essencial a uma elevação do patamar do conhecimento.

A falta de esforço e desempenho intelectual, tão facilitados actualmente pelas consultas electrónicas,  não deviam servir de justificação.

Regista-se, infelizmente, a continuação de uma prática pouco recomendável de se socorrer, para um trabalho aparentemente actualizado, de fontes algo datadas, embora de opções ideológicas próximas.

Até quando ?

 Post de HMJ